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angie's blog

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24
Mar20

Como é possível?

Angela

Depois de ler esta notícia, não sei o que é pior: se o comportamento do dono do restaurante, ou os clientes que lá foram? 

As pessoas reclamam demais as medidas do Estado, o não fecho das fronteiras, que devíamos seguir o exemplo de Macau. Mas depois não conseguem cumprir as coisas que nos pedem. É assim tão difícil perceber e cumprir? Não acredito que os portugueses conseguissem cumprir as medidas restritivas impostas em alguns países...

 

14
Mar20

#staythefuckhome

Angela

Não era a escrever um post que me imaginava neste preciso momento. Neste momento, tinha planeado estar dentro de um avião a caminho de uma semana de férias muito desejada. Mas decisões têm de ser tomadas, e mais do que olhar para o nosso umbigo, temos de pensar em todos nós. Porque, apesar de querer muito passear, viajar neste momento começou a parecer pouco sensato.

Há uns dias atrás ainda afirmava que ia viajar. Afinal, sou jovem, e podia apanhar o vírus tanto aqui como para os países onde iria estar. Mas apesar de dizer que ia, tinha sempre aquela voz na cabeça a dizer "faz sentido?". E não fazia de facto. As coisas em um, dois dias mudam drasticamente.

Neste momento, não viajar quando já tudo estava marcado, significa perder dinheiro. Significa passar as férias em casa. Mas mais do isso, significa protecção. Significa que posso estar resguardada. E aqui no Porto, com os números que são divulgados, é o que melhor a fazer.

Fiquei mais tranquila. Assim, nos próximos dias vou estar por casa. E depois dos dias de férias, vou trabalhar em casa. Tenho felizmente essa possibilidade. Nunca o fiz, não sei como irá correr, mas espero que permita passar esta fase com mais tranquilidade.

Depois, aparte disto, o que dizer da confusão nos supermercados? No esgotar de produtos nas farmácias? Da ida à praia ou saídas à noite? Ainda estou à espera de ler alguma justificação plausível da loucura das pessoas pelo papel higiénico! Aqui por casa também preciso de comprar umas coisas. Mas são coisas que já iria comprar de qualquer das formas. Não irei comprar mais do que aquilo que preciso. Não faz qualquer sentido!

Espero sinceramente que isto passe depressa. Que retomemos rapidamente as nossas rotinas, os planos normais, que possamos ver o COVID-19 como uma lembrança má.

E é como dizem: a China espirra, o mundo adoece.

14
Fev20

Bom 2020!

Angela

E como sempre voltaram a passar imensos meses sem que escreva nada aqui no blog. Já não é defeito, é mesmo algo normal. Vou tendo ideias, vontade também, mas depois a preguiça fala mais alto e o tempo acaba por ir passando. Esse malandro que não pára.

No entretanto...

Cortei o cabelo
O Simba andou de funil
Fui a entrevistas
Recebi não's dessas entrevistas
Voltei a ir a entrevistas
Entrei no Castelo do Queijo
Arranjei trabalho durante 3 semanas
Magoei as costas
Chorei
Arranjei trabalho outra vez
Fui às urgências

Ufa

Experimentei açaí
Comprei um cortador de ananás no ali express
Furei o pneu com outro prego
O Simba continuou de funil
Comprei uma cortina de Natal para a banheira
Mergulhei na piscina
Comprei mais coisas no ali express
Fiz 12 anos de namoro
Fui jantar a um restaurante chique para comemorar os 12 anos
Fiz amigos
Apanhei sol
Fiz uma ressonância magnética
Fui de férias
Dei mais mergulhos
Comi bola de Berlim
Assisti um pedido de casamento num bar
Andei de barco
Voltei a cortar o cabelo
Fui a um casamento

Visitei Favaios e apanhei uvas
Fiz a árvore de natal
Comprei um calendário do advento
Fui a Colónia
Visitei Mercados de Natal
Comprei canecas dos mercados
E outro íman pro frigorífico
Stressei com medo de perder o avião
Fiz anos
Ri. Chorei.
A idade bateu com força
Recebi um cabaz de natal
Vi um carro a arder


E chegamos a 2020


Passei uma semana sozinha em casa
Estive uns dias com o meu velhinho Simão
Revi velhos amigos

E assim chegamos a Fevereiro 

29
Jul19

Itália - Toscana

Angela

Ao fim de 3 dias deixámos Roma e fomos de Comboio até Florença. Já da outra vez que estivemos em Itália, optamos por fazer o percurso entre cidades de comboio e é uma excelente opção. Não têm preços exageradamente caros (compramos antes de ir) e a viagem é confortável.

Como chegamos a Florença de noite, apenas deu para ver tudo já com o escuro da noite, mas deu para perceber que tem uma luz muito própria. Para o dia seguinte tínhamos já planeado um passeio pela região da Toscana.

Assim, acordámos bem cedo com destino a Sienna onde visitámos, entre outras coisas, a Catedral onde existe uma sala que nunca teve qualquer trabalho de recuperação. Nunca ninguém mexeu naquelas paredes para recuperar ou manter. Tivemos uma visita guiada pelos principais pontos e assim mais uma vez deu para conhecer e perceber coisas que de outra forma não seria possível. Visitámos depois San Gimignano, no cimo de um monte, muito pituresca e cheia de torres. Cheia de turistas e com imensas lojas de queijos e enchidos que só de passar a porta já dava para sentir o cheiro.

Depois de almoço seguimos então para Pisa onde chegamos a meio da tarde. E se eu achava, e tinha lido, que a torre estava inclinada, vê-la perfeitamente e nitidamente inclinada foi incrível. Nota-se muito bem! Não subimos porque, além de ter hora marcada a entrada, não achámos que valesse assim tanto a vista. O melhor é ver de fora e fazer figuras incríveis a tirar fotos e ficar encostada ou a empurrar a torre. Não pôde faltar claro!

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Para o fim ficou conhecer Florença. Mais uma subida, desta vez à cúpula, com escadas apertadinhas e de lado, mas uma vez lá em cima, vale bem o esforço. Tem uma vista linda sobre toda a cidade. Para quem tem vertigens, ali não havia nenhuma rede de protecção, só mesmo o parapeito até à cintura.

Fomos ainda até à Piazzale Michelangelo, do outro lado do rio, passando a ponte das ourivesarias, Ponte Vecchio, e ali junta-se imensa gente só a apreciar a vista, a beber qualquer coisa no cafezito ou a ouvir quem lá estava a tocar. Uma vista incrível.

Gostei muito da cidade. Em pouco tempo e andando sempre a pé, mas com calma, é possível conhecer a cidade e apreciar o que ela tem para mostrar. Voltámos no dia seguinte de manhã de Bolonha, cidade que já tínhamos visitado da primeira vez em Itália, mas que face à proximidade de Florença e ao preço do voo, fazia sentido regressar de lá. Meia horita de comboio de Florença a Bolonha.

O que dizer destes dias? Quando planeamos passeios assim já sabemos que vai ser cansativo. Que vão ser muitos km em cima das pernas, e pouco tempo para descansar, mas faz parte. Voltamos bem mais ricos do que aquilo que fomos. Vale a pena!

17
Jul19

Itália - Roma

Angela

Já passaram quase 4 meses mas ainda vai bem a tempo de falar sobre a minha viagem a Itália. É já a segunda vez que vamos a Itália e é um daqueles países que não conseguimos apenas escolher uma cidade. Há tanto para ver e ficam sempre locais para uma próxima. Desta vez visitámos Roma, Vaticano, Florença e uma excursão a Pisa, Siena e San Gimignano.

Optámos por organizar tudo antes de ir, comprando entradas para os sítios que queríamos visitar com a opção de escapar às enormes filas, e assim conseguir poupar tempo e ter uma visita mais completa. Da experiência que já vamos tendo, tem corrido sempre bem e, apesar de poder haver menos liberdade pois há horas e locais marcados, por outro lado temos um guia a mostrar e explicar as coisas mais importantes.

Chegámos a Roma e o primeiro sítio mais conhecido que vimos foi a Fontana di Trevi. Que dizer? Linda! Apesar de estar sempre cheia de gente, é tão bonita, tão imponente, e apesar de já contar que não era só uma fonte pequenina, fiquei muito impressionada.

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Visitámos depois o Panteão, outro edifício imponente e que nos deixa boquiabertos. Antes de visitar a cidade já tinha lido que ir a Roma é como ir a um museu a céu aberto, e que se tropeça em cada canto com história, e de facto não é clichê, é mesmo assim!! Conhecer a cidade é uma experiência que recomendo.

No dia seguinte visitámos o Vaticano. Depois de ponderar várias alternativas, optámos por comprar uma tour com visita guiada ao Museu do Vaticano, onde está a Capela Sistina, e à Basílica de S. Pedro. Depois de ter feito a visita, acho que foi a melhor opção: não só conseguimos escapar às enormes filas como tivemos explicações que de outra forma não teríamos. Ah e visitar o Museu sem guia pode demorar horas e horas. São salas imensas, com imensa gente. A Capela Sistina, onde supostamente tem de estar silêncio, estava cheia de gente, a abarrotar mesmo, tudo a olhar para cima. Mas como o guia nos explicou e mostrou, as paredes à volta também têm belas pinturas para ver.

Em relação à Basílica, só visitando é que se tem realmente noção do tamanho. É enorme, muito alta. Faz-nos sentir pequeninos. Só para ter ideia, haviam letras lá na parede que segundo o guia tinham 1,70m de altura. E vistas de baixo pareciam pequeninas. Depois da basílica, subimos ainda à cúpula. Optámos pelo bilhete que permitia subir uma parte em elevador. Avizinhavam-se dias muito preenchidos e por 2€ foi o melhor. A vista de cima é como vemos na televisão!

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No terceiro dia fomos conhecer o Coliseu. Tal como a Fontana di Trevi e no geral grande parte dos monumentos, o coliseu deixa-nos com uma sensação de imponência incrível. E estar lá dentro foi incrível. Compramos também uma tour, com entrada pela zona da arena, em que as entradas são controladas. A visita ao coliseu incluía também visita ao Fórum Romano, que são basicamente ruínas, mas mais uma vez ao fazer a visita com guia, a experiência é totalmente diferente.

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Além destes locais, visitámos ainda outros pontos "obrigatórios", como a Piazza di Spagna, onde comemos um gelado pela módica quantia de 12€ (lição: nunca mais pedir um gelado sem saber o preço), o Monumento Victor Emanuel II, Piazza Navona, entre outros locais. Em Roma o que mais há são fontes, praças, monumentos e condutores que não respeitam passadeiras ou semáforos! 

E assim, depois de muitos km nas pernas, deixámos Roma e nos dirigimos a Florença.

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12
Jul19

(Des) Informação

Angela

Desafio: experimentem ligar para a segurança social a horas diferentes ou ser atendidos por pessoas diferentes sobre exactamente o mesmo assunto para ver o que acontece.

Resultado: acontece que temos informações diferentes de cada vez que falamos com uma pessoa diferente.

E não estou a exagerar. Aconteceu mesmo. Num grupo de mais ou menos dez pessoas, nas quais estou incluída, cada um quase conseguiu ter informações diferentes. E começou até a ser "engraçado" ler no grupo de messenger a experiência de cada pessoa.

Em qual confiar? Bem, no meu caso em particular vou confiar naquela que pediu mais papelada.

Como diz a minha mãezinha, mais vale sobrar do que faltar!

02
Jun19

Fura pneus

Angela

Apesar de já ter carta de condução há alguns anos, apenas conduzo desde Dezembro de 2016. Por isso, ainda sendo um pouco maçarica, acho que já me desenrasco bem a conduzir. E surpreendentemente para mim, até gosto de conduzir.

Ora, o ano passado no dia do meu aniversário, que é em Dezembro, fui dar uma voltinha e quando regressei vi que o pneu da frente do lado do passageiro estava um pouco em baixo. Então lá vou eu à bomba de gasolina encher aquilo. Ar do pneu confirmado, segue caminho.

No dia seguinte, pego no carro e siga para o trabalho. A meio do caminho, acendeu a luz da pressão dos pneus. "Oh não!" Fui novamente a bomba de gasolina, mas não estava a funcionar o aparelho de pôr ar. Estacionei o carro no trabalho e lá ficou até às 18h. Quando saí, a ideia era passar na bomba e pôr ar pelo menos até chegar a casa. Fui eu e três colegas, carro cheio. Não deu. Não sei se foram os nervos, a pressa, o carro cheio, a chuva ou o ser de noite..

No fim de semana fui a uma oficina e o que pneu tinha era um parafuso. Não sei como raio, mas pronto. Arranjaram o pneu. E ficou impecável, problema resolvido.

Então, na 6a feira passada, fui ao continente e quando chego ao carro, cheia de compras, olho para o pneu traseiro do lado direito e como estava ele? Completamente em baixo!! Eu que já tinha a comparação do outro, este estava muito pior. Estava mesmo vazio, não dava para andar até a oficina.

Fui à Midas do estacionamento do shopping e o rapaz lá foi comigo e com a luz do telemóvel encontrou o problema: um prego enfiado no pneu!! OUTRO!

Estava um bocado nervosa/chateada/stressada, a suar que estava um calor dos diabos, com as compras a derreter no carro.. 

Fui ver se o pneu de substituição estava ok e o que fiz a seguir? Liguei para a assistência em viagem!

E pronto, lá foi o reboque, o senhor trocou-me o pneu e saí dali em menos de nada. De facto não é difícil trocar o pneu, mas nunca fiz e não saberia fazer, nem ter força. E já que nunca tinha utilizado o seguro, para alguma coisa ando a pagar!

A tarde fui ao mesmo sitio onde tinha ido em Dezembro e conseguiram remendar este pneu também.

Assim, em 6 meses, consegui espetar dois parafusos em dois pneus do meu carro. Só espero que fique por aqui...

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